quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Publicação I

Mais um artigo publicado:

O Desenvolvimento da Leitura e execução Musical dos Alunos de Canto do Conservatório de Música de Sergipe
utilizando a Flauta Doce.
Gisane Campos Monteiro
Marcos dos Santos Moreira
Revista Ictus - Periódico do PPGMUS/UFBA -  
Vol. 10, No 1 (2009)
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

História do Início das Escolas Superiores de Canto no Brasil

Texto de Gisane Monteiro

1. O Canto na História da Música


Por muito tempo o canto foi bem simples e passado de gerações a gerações, de pai para filho informalmente, mas como a música foi se aperfeiçoando com os compositores através dos séculos, a técnica vocal foi se desenvolvendo.
Essa arte musical apareceu desde a Antiguidade como forma de poder e como diversas funções a exercer, reforçando ou questionando relações de poder existentes.

Na religião hebraica, cantos e danças eram praticados por indivíduos de ambos os sexos, como forma de servir a Deus. [...] Em Atenas, o canto coral[1] também era bastante utilizado, especialmente em cerimônias religiosas. (WANDERLEY, 1977, p.4)

“Dos gregos sabemos que a declamação predominava sobre o canto. Na era Cristã, foi fundada pelo Papa Silvestre, em Roma, no Século IV, a primeira escola de canto para formação do canto religioso”. (BRETANHA, 1986, p.36). Por muito tempo na História da música, a igreja é quem melhor desenvolvia essa arte de cantar em sua música sacra[2]. Entretanto a música secular[3] também tem sua história através dos trovadores: “No final do século XI, iniciou-se a era dos trovadores (troubadours). Eram músicos-poetas do sul da França, [...] eram notáveis pelo cultivo de poesia lírica, a qual desenvolveram a um altíssimo nível de beleza e refinamento...”. (LOVELOCK, 1987, p. 50). Porém essa arte teve um período muito breve na História.
Na Idade Média, a arte do Canto era melhor usada pela igreja:

Os Hinos e Cânticos da nova concepção musical inspiravam-se nos Salmos da Bíblia. Solo e Côro, ou Coros alternados, dialogavam nas orações musicadas, sendo que a participação de um dos grupos vocais às vezes não ia além dos "aleluias"[4] e "améns" que marcavam o fim de cada passagem. Aos poucos, formaram-se artistas profissionais que aperfeiçoaram o canto das melodias. A princípio, dividiram o texto em sílabas, atribuindo apenas um som a cada uma delas (canto silábico). Mais tarde, por influência da música oriental, as sílabas já reuniam vários sons, enriquecendo-se com um ornamento vocal (melisma)[5]. [...] Contudo, foi em Roma que se estabeleceram os padrões que deram ao canto litúrgico da Igreja Romana uma forma fixa. Quem os organizou foi o fundador da Schola Cantorum, Papa Gregório Magno - o que explica o nome de Canto Gregoriano com o qual se tornou conhecido esse gênero musical. Caracterizava-se por uma melodia linear e plana - o "cantus planus". Por isso chamam-no também, mais tarde, de cantochão. (PLATE, 2000)

Com tantos ornamentos a técnica vocal começa a ser apurada, mas ainda não existiam professores de Canto como conhecemos hoje. Os mesmos professores que ensinavam teoria e percepção musical eram os professores de Canto. No livro: “O canto antigo italiano”, A. Pacheco (2006, p.49) faz uma análise comparativa dos tratados de canto de três professores de Canto em três períodos distintos da História da Música: Píer Tosi (1732), Giambattista Mancini (1774) e Manuel P. R. Garcia (1847), citando:

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, estudava-se música sempre com a ajuda da voz. Os alunos destinados especialmente ao canto eram dirigidos neste estudo pelos mesmos mestres que lhes haviam ensinado o solfejo[6]. [...] Deste procedimento empregado por acaso, nasceu o hábito, tão comum hoje em dia, de ensinar indistintamente através dos vocalizes[7] tanto a música quanto o canto em particular. [...] Antigamente, no ensino do solfejo (solmização), o mestre, por meio de precauções cuidadosas, prevenia de antemão todos os hábitos viciosos que poderiam prejudicar os estudos futuros do cantor. (Garcia, 1985, apud: PACHECO, 2006, p.49)

No século XVI a música vocal começa a tomar uma proporção bem maior e ser explorada até o limite. São criados os motetos, peças bem contrapontístas ou polifônicas, executadas sem acompanhamento instrumental em sua maioria, outras eram como uma orquestração vocal. “Os motetes eram escritos para três a oito vozes, embora existam exemplos extravagantes ocasionais, como Spem in alium, de Thomas Tallis, para quarenta vozes, num arranjo para coros em oitenta e cinco partes.” (LOVELOCK, 1987, p.74)
A técnica vocal deu um salto maior quando apareceu uma nova forma musical, a ópera, como retorno das grandes tragédias gregas cantadas. “Com ela desenvolveram-se as escolas de canto, pois trouxeram consigo a necessidade de cantores com grandes possibilidades vocais.” (BRETANHA, 1986, p. 36). As salas de concertos aumentarem de tamanho através do nascimento da ópera, assim a técnica vocal também começa a ser exigente.

Em sua expansão, a ópera barroca invadiu os domínios da música sacra, absorvendo o caráter teatral dos Dramas Litúrgicos, que encenavam a Paixão de Cristo e outros episódios das Escrituras. A isto seguiu-se o aparecimento de uma curiosa classe de cantores, preparados desde a infância para terem uma aguda voz feminina - os castrati. (PLATE, 2000).

Os “castrati”, em italiano, ou os castrados eram homens que desde a infância cantavam em coros, antes da puberdade tinham seus órgãos reprodutores retirados, muitas vezes sem sua autorização, para preservar sua voz infantil e feminina. “Eles se tornavam o modelo vocal tanto como intérpretes quanto como professores”. (PACHECO, 2006, p.25). “Na Itália, nos séculos XVII e XVIII, os “castrati” tiveram considerável importância no desenvolvimento da arte do “bel-canto”[8] e serviram também nas igrejas católicas. Alguns deles alcançando fama mundial.” (ELLMERICH, 1962, p.151). Essa prática durou em média dois séculos, mas “Napoleão [...], proíbe, em 1806, a castração de jovens nos estados italianos.” (PACHECO, 2006, p.25). Nessa época, a música vocal era tão enfatizada que os cantores abusavam de sua performance musical, carregando suas interpretações com ornamentos[9] e floreios sem fim. “Eles estavam adicionando ornamentos elaborados em todos os lugares, tornando os trabalhos muito longos e exibindo suas habilidades pessoais às custas do drama e da música”. (PACHECO, 2006, p.33). Os compositores escreviam e os cantores ornamentavam. A Itália também se tornou o foco das atenções com suas óperas cômicas.

Cansados desse "bel-canto" complicado e obsoleto, alguns compositores decidiram renová-lo, voltando "ao natural" no gesto, na palavra e, em especial, na melodia. Em vez de sentimentalismo, desejavam uma síntese verdadeira do sentimento humano. (PLATE, 2000, p.)

Já no século XVII, com compositores que procuravam perfeição da forma, surge a forma sonata[10], inicia-se então o breve período clássico. Os compositores passaram a escrever suas músicas já pensando no cantor que a executaria. Com a revolução francesa tudo começa a mudar na música.

Agora, o cantor tinha que se dar inteiramente ao público e empolgá-lo também por seu próprio talento teatral. [...] A ópera romântica de Weber e o drama musical de Wagner eliminaram esse monopólio italiano. Mas em compensação criou-se outro na Alemanha, pelo fato de traçar as linhas mestras que orientavam o Romantismo. (PLATE, 2000)

A ópera foi assumindo um papel dramático com o verismo também, e mais tarde surge a música nacionalista.

O nacionalismo, no significado comumente aceito do termo, subentende a base consciente da linguagem de um compositor da música folclórica de seu país. Surgiu no século XIX como revolta contra as algemas de um estilo alienígena e seus efeitos foram locais. [...] A importância do nacionalismo reside no afastamento de influência estrangeira. (LOVELOCK, 1987, p.257)


2. O Surgimento dos Principais Conservatórios[11] e a Influência do Canto Orfeônico no Desenvolvimento dos Cursos Profissionalizantes de Canto no Brasil.



A História da Música no Brasil passa a ser contada com a chegada dos jesuítas ao celebrar a primeira missa por Frei Henrique de Coimbra (FRANÇA, 1967, p.19), embora já houvesse a música dos índios nativos. E esses padres, além de ensinar os índios a ler e escrever, também davam lições de “contar, cantar e tanger” algum instrumento trazido por eles da Europa, nas “Escolas Jesuíticas, [...] nas aldeias da Bahia, Espírito Santo (Abrantes), São João e Santo Antônio” (FRANÇA, 1967, p.20).
O ensino de Música no Brasil não para de expandir, até que houve uma mudança com a saída dos Jesuítas.

Quando expulsos do Brasil, os jesuítas aqui deixaram discípulos, e D. João VI iria estabelecer então, chegando ao Rio de Janeiro, aulas de canto, de diversos instrumentos, e mesmo de composição, na Real Fazenda de Santa Cruz. Os Músicos que se formavam eram aproveitados nas capelas reais. (FRANÇA, 1967, p.21)


Com a chegada de D. João VI em 1808, abriram-se portas para a cultura no Brasil.

A criação das primeiras escolas superiores como a Academia Real Militar, posteriormente transformada e Escola Politécnica, as escolas médica-cirúrgica da Bahia e do Rio de Janeiro, a de agricultura da Bahia e a de Belas-Artes, esta por influência da Missão Artística Francesa, eram o prenúncio de uma tendência para ministrar educação superior em “escolas isoladas” ao invés de fazê-lo, como era de tradição, na Universidade. (Carvalho apud: PERRONE, 1997, p.58)

Essa mesma Academia de Belas-Artes foi fundada em 1816 (WIKIPÉDIA, 2008). Porém, somente dezessete anos depois, Francisco Manoel, compositor do Hino Nacional Brasileiro e discípulo do Padre José Maurício Nunes Garcia, começa a realizar seu sonho.

Em 1833 funda Francisco Manuel a Sociedade de Beneficência Musical, que o Governo levaria a se transformar no Conservatório de Música, inaugurado em 1848. [...] E até a morte dirigiria Francisco Manuel o Conservatório que fundara, onde, particularmente interessante, o ensino era gratuito e não se ensinava piano, havendo apenas seis cadeiras: rudimentos, preparatórios e solfejo; canto para o sexo masculino; rudimentos e canto para o sexo feminino; instrumentos de corda; instrumentos de sopro; harmonia e composição. (FRANÇA, 1967, p.22)

Em 1857, chega ao Brasil um espanhol, D. José Amat, e funda a imperial Academia de Música e Ópera Nacional, no Rio de Janeiro. O objetivo era preparar artistas brasileiros para atuar dramaticamente, e também dar concertos e recitais na língua nacional, valorizando as canções e óperas nacionais ou estrangeiras traduzidas para o português. Deu certo, que em 1861, segundo Eurico França (1967, p.21), os cantores dessa Academia apresentaram no Teatro Lírico Fluminense a primeira Ópera de Carlos Gomes, em três atos, intitulada: “A Noite do Castelo”, que fez na época muito sucesso. Carlos Gomes tinha ido de Campinas para o Rio de Janeiro a fim de estudar música no Conservatório de Música Nacional. Mais tarde foi para Itália melhorar seus estudos e, influenciado pela Escola Italiana, compôs grandes óperas dramáticas. O Conservatório passa a se chamar Instituto Nacional de Música, em 1890 depois da Proclamação da República.
Já na Bahia D. João VI, em 1818 escreve uma carta autorizando uma cadeira para professor de música e é feito um projeto para iniciarem um Conservatório, mas que só foi liberado em 1897, nascendo o Conservatório de Música da Bahia, atual Instituto de Música da Universidade Católica de Salvador (PERRONE, 1997, p.10).
Em 1906 surge o Conservatório Dramático Musical de São Paulo. “O Conservatório Dramático Musical surgiu da necessidade de São Paulo, capital artística, não ter um estabelecimento de arte que servisse, a um só tempo, ao ensino e virtuosismo musical e à arte dramática”. (CDMSP, 2007)
Já no sul do país o Instituto Livre de Belas Artes cria mais um Conservatório. “Em julho de 1909 este Instituto criou o seu Conservatório de Música com os cursos básico, fundamental e superior de “theoria da musica, a composição e a música vocal e instrumental” conforme o seu estatuto”. (UFRGS, 2007)
Somente anos depois aparece na história mais um Conservatório de Música, em Minais Gerais.

Inaugurado em 5 de setembro de 1926 pelo então presidente do Estado de Minas Gerais, Fernando Mello Viana, como sede do Conservatório Mineiro de Música, teve grande influência na vida cultural de Belo Horizonte nas décadas seguintes, projetando alunos e professores como musicistas atuantes na vida artística da capital mineira. (UFMG, 2007)

Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP, 2007), durante muitos anos, de todos os cursos de canto que eram oferecidos, somente o do Instituto Nacional de Música era reconhecido. Mas somente em 1923 foi incorporado a Universidade do Rio de Janeiro, que em 1937 passou a se chamar Universidade do Brasil, e o Instituto passa a ser a famosa Escola Nacional de Música. Em 1969 foi chamada de Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro atual, devido a um decreto do Governo Militar. (UFRJ, 2007)

Ilustração um. Foto da Fachada da Escola de Música da UFRJ. (Fonte: site da UFRJ)

Villa-Lobos, compositor brasileiro, retorna para o Brasil depois de muito tempo que passou em Paris em 1931. Como era apaixonado pela música folclórica da terra, foi convidado pelo Governo Federal a organizar o canto orfeônico[12]. “O evento reuniu mais de 11.000 vozes, numa manifestação de impacto inédita no País e com grande participação popular”. (GOLDEBERGUE, 2002). Logo, “Em 1932, o presidente Vargas assinou um decreto que tornava obrigatório o ensino de canto orfeônico nas escolas. No mesmo ano, criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto Orfeônico e o Orfeão dos Professores do Distrito Federal”. (BN, 2007)

Em 1932, Villa-Lobos assumiu a direção da Superintendência da Educação Musical e Artística (SEMA) das Escolas Públicas do Rio de Janeiro, fundada pelo educador Anísio Teixeira. A SEMA, baseada na reforma que instituiu o ensino obrigatório de Canto Orfeônico no Município do Rio de Janeiro (Decreto 19.890 de abril de 1931), criou o Curso de Orientação e Aperfeiçoamento do Ensino de Música e Canto Orfeônico. [...] O Sucesso do SEMA e das atividades decorrentes resultaram na formação do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, em 1942. (GOLDEBERGUE, 2002)

Depois de sua morte em 1959, as apresentações orfeônicas tornaram-se praticamente uma aglomeração e demonstração de milhares de estudantes que enchiam os estádios. Com a criação do curso Licenciatura de Educação Musical o Brasil, os cursos dos Conservatórios de Canto Orfeônico deixaram de ter tantos resultados. O resultado foi bom no sentido que as pessoas se despertaram para estudar Música e Canto de forma mais séria. Resultado disso, é que mais e mais Faculdades e Universidades começaram a criar seus cursos de Canto pelas suas Escolas Superiores que começaram a ser reconhecidas no Brasil no século XX.
Embora os cursos superiores de Canto já existissem, somente a partir de 1925 são iniciados, legalmente e reconhecidos desde então, conforme pesquisa realizada no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEPE, 2007), demonstrado no quadro abaixo:

Quadro 1. Demonstrativo dos Cursos Superiores de Canto no Brasil no Século XX. (Fonte: INEP, 2007).


___________________________________________
[1] Canto em grupo.
[2]
Música sacra refere-se a toda música feita para glorificar a Deus.
[3]
Classificada como toda música que não era sacra.
[4]
Canto responsorial que faz parte da missa latina.
[5]
Canto ornamental produzido por uma sílabas com várias notas, encontrado normalmente no canto gregoriano.
[6]
Ato de cantar as sílabas das notas musicais.
[7]
Exercício vocal sem palavras, em que o canto se desenvolve sobre uma vogal. (ZAHAR, 1985, p.406).
[8]
Técnica vocal italiana que privilegia a beleza do som e o brilhantismo acima da expressão dramática. Muitas vezes termo usado como sinônimo da arte lírica em geral.
[9]
Várias espécies de floreios muito utilizados na música do período barroco.
[10]
Mudança do estilo predominantemente polifônico barroco para o estilo principalmente homofônico dos compositores clássicos.
[11]
Instituições para formação de músicos, de origem italiana nos séculos XVI e XVIII.
[12]
Canto em grupo utilizado em escolas normais.

Referências:

MONTEIRO, Gisane Campos. O Canto na História da Música. In: O Desenvolvimento da Leitura e Execução Musical dos Alunos de Canto do Conservatório de Música de Sergipe Utilizando a Flauta-Doce no processo de Aprendizagem. Monografia do Curso Latus Senso em Docência Para o Ensino Superior da Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão: UFS, 2008.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nova Escola de Música


Acesse: http://www.escolademusica-gisane.blogspot.com

segunda-feira, 23 de março de 2009

Poema Para Tuas Mãos

video
Composição de Babi de Oliveira.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Volate ou Roulade

Aqui tem algumas definições em dicionários de música e sites na internet.

Oxford:
roulade: a florid passage of runs in classical music for a solo virtuoso.
uma passagem corrida florida na música clássica para um solo virtuoso.

http://en.wikipedia.org/wiki/Roulade
A Roulade is an elaborate embellishment of several notes sung to one syllable.
Um volate é um embelezamento elaborado de várias notas cantadas numa sílaba.

Exemplo do N. Vaccai, Metodo Pratico Di Canto, Ed. Ricordi, Milano: 1990.







http://www.thefreedictionary.com/roulade
2. roulade - (music) an elaborate run of several notes sung to one syllable
music - an artistic form of auditory communication incorporating instrumental or vocal tones in a structured and continuous manner
melodic line, melodic phrase, melody, tune, strain, air, line - a succession of notes forming a distinctive sequence; "she was humming an air from Beethoven"

1. Music An embellishment consisting of a rapid run of several notes sung to one syllable.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ornamentos

Na história do canto, em composições ou execuções sempre existiram os "charmes" para se executar uma nota ou mesmo pra mostrar as habilidades do cantor com sua voz, como ainda são usados nas músicas hoje em dia em diferentes formas. O Dicionário de Música Zahar define:
Ornamento - "Filigrana melódica que é adicionada à música vocal ou instrumental pelo compositor ou pelo intérprete, a seu próprio critério. Os ornamentos escritos em uma partitura são assinalados por um símbolo ou por notas escritas em tipo pequeno. Os ornamentos mais comuns são a acciaccatura, a appogiatura, o grupeto, o mordente, o portamento e o trinado."

Acciaccatura - "Ornamento musical que consiste em uma, duas (dupla acciaccatura) ou três (tripla acciaccatura) notas introduzidas de forma comprida antes de uma nota regular, a qual retém seu acento e a maior parte de seu valor de tempo. Por vezes, a acciaccatura é tocada simultaneamente com a nota regular, mas quase imediatamente liberada, enquanto a nota principal continua soando. A acciaccatura é escrita em tipo pequeno antes da nota regular e, com frequência, apresenta uma barra em sua haste. Comparar com appoggiatura. [Do italiano acciacciare: espremer, comprimir]"

Appoggiatura - "Ornamento musical que contribui para a melodia de uma composição, mas é escrito em tipo pequeno, antes de uma nota regular. Diferentemente de uma acciaccatura, que virtualmente não tem valor de tempo, a appoggiatura toma metade do valor de tempo da nota em que se apóia. Usada com um acorde, a appoggiatura apóia-se unicamente na nota mais alta do acorde, mantendo-se inalterados os valores de tempo das outras notas. [Do italiano appoggiare: apoiar-se, encostar-se]"

Grupeto - "Ornamento musical que consiste em grupo de quatro notas, as quais são vez de uma só nota se o sinal de grupeto estiver colocado acima dessa nota; se o sinal for tocadas em posterior à nota, o grupeto é tocado depois dela. No grupeto invertido, o grupo é tocado em ordem inversa. [Em italiano, grupetto; em inglês, turn]"

Mordente - "Ornamento melódico em que três notas substituem uma só nota. No mordente superior (chamado Pralltriller em alemão), a segunda nota é a nota acima daquela marcada com um mordente; no mordente inferior, é a nota abaixo. O mordente pode ser infletido com um sinal de sustenido ou bemol para fazer da segunda nota um semitom acima ou abaixo da primeira."


Trinado - "1.Ornamento musical em que a nota marcada com as letras tr é rapidamente alternada com a nota um semitom ou um tom inteiro acima dela. O trinado tem várias formas. 2. Ornamento vocal usado em tempos medievais e na música italiana do século XVII que envolvia a repetição de uma nota, cada repetição tornando-se progressivamente dimunuída em valor. Na ribattuta, variação do trinado em que existem alterações de altura de som, podem ser discernidas as sementes do moderno trinado. [Em italiano, trillo; em inglês, trill (ou shake)]"

Portamento
- "Condução da voz por graus conjuntos, em absoluto legato, ao longo de intervalo amplo, geralmente ascendente. Técnica do bel canto, pode ser utilizada analogicamente nos instrumentos de arco e, modernamente, no trombone de vara. [Port de voix - Portamento no canto. [Francês: condução da voz]"
[ZAHAR - Dicionário de Música. Rio de Janeiro: 1982, Zahar Editores S.A.]

sábado, 10 de novembro de 2007

Babi de Oliveira (1913-1993)

Nasceu na Bahia, na cidade de Salvador, ainda criança, iniciou seus estudos de piano, diplomando-se pelo Instituto de Música daquela capital.
Em 1940, iniciou a sua carreira como compositora e alcançou a melhor aceitação entre intérpretes de várias nacionalidade. Suas músicas destacaram-se no IV Festival de Arte Alcina Navarro, sendo interpretados por diversos cantores estrangeiros; no IX Concurso Internacional de Canto no Rio de Janeiro e nos três concursos em prol de sua excelente música, realizados em 1979, 1980 e 1983 pelo Conservatório Brasileiro de Musica no Rio de Janeiro.